Roubaram minha bike!

Por Amanda Fernandes

Você deixa sua bike estacionada e quando volta, putz, aquela dor no estômago!

Raiva, desespero, angústia e arrependimento… se tivesse ouvido aquela vozinha, isso não teria acontecido! - diz um pensamento.

Para acalentar o coração e o bolso dos desafortunados,  Pedro Curry e voluntários criaram e desenvolveram o CADASTRO NACIONAL DE BIKES ROUBADAS, com objetivo de ajudar na recuperação de bicicletas roubadas, evitar que consumidores e lojistas comprem material roubado, entre outros…

Se te levaram a bike, você preenche o formulário eletrônico, enviar o registro e o sistema do Cadastro Nacional vai gerar um cartaz eletrônico para a vítima, que pode ser impresso para divulgação. Esse registro ainda é publicado no sistema e, caso tenha informações suficientes e a bicicleta seja de fácil identificação, um email com o cadastro do roubo é enviado para mais de 200 lojas em todo o Brasil. O nome e e-mail da vítima não fica disponível no sistema, evitando assim emails não autorizados ou qualquer problema com privacidade. Caso alguém queira entrar em contato com a vítima, é possível enviar um email através de um formulário especial, cujo link fica indicado em cada cadastro.

Ah, o grande detalhe é que todo quadro, é como carro: possui um número de identificação original. Esse número pode ser encontrado na nota fiscal de compra.

O melhor de tudo, que esse cadastro é totalmente FREE! O processo é gratuito e não envolve qualquer custo.

PS.: Não roubaram minha bike!

 

Caso jornalista Lúcio Flávio Pinto: o faroeste sem lei do nosso nortão

Por: Thiago Foresti

Toda doença tem seus anticorpos. Em alguns casos a doença ganha, se espalha e mata o indivíduo. Mas quem nasce para ser anticorpo não consegue abandonar a vocação. É o caso do célebre jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, um ícone do tal “jornalismo” de verdade

Para quem não conhece, trata-se de uma das maiores autoridades sobre Amazônia e questão fundiária do nosso país. O sujeito trabalhou por algum tempo na grande imprensa, mas atualmente dedica-se a editar seu próprio jornal, com o nome de “Jornal Pessoal”. E foi nessa humilde publicação, sem patrocínio, sem publicidade, sem financiamento, que esse jornalista prestou um enorme serviço para a sociedade brasileira. Na unha, com força de vontade e dedicação, apurou, publicou e denunciou o empresário Cecílio do Rego Almeida por grilagem de terras no Pará. Seria a maior caso de grilagem do país (mais de sete milhões de hectares), não fosse a intervenção do jornalista, que, além de publicar matérias ajudou a preparar uma ação de anulação e cancelamento dos registros das terras usurpadas por C. R. Almeida.

Pois bem. Hoje o grileiro, ex-proprietário da empreiteira CR Almeida, com sede em Curitiba, Paraná, já está morto e enterrado desde 2008. Porém o mais impressionante no caso é que na época da investigação e cobertura jornalística de Lúcio Flávio, o empresário o processou pelo fato de ter sido chamando de “pirata fundiário” no Jornal Pessoal, termo que o falecido empresário considerou ofensivo. E agora, mesmo depois de o tal grileiro, pirata fundiário, estar morto e enterrado, a justiça bate à porta do jornalista cobrando indenização.

Hoje o jornalista segue com seu jornal, sem publicidade, fazendo denúncias contra desmatamento, injustiça e grilagem, tudo na unha, sem apoio, patrocínio ou rabo preso com ninguém. Mas agora está diante de uma decisão que não tem como cumprir. O Supremo Tribunal de Justiça negou recurso especial contra a ação que lhe é movida, o que vai obrigar o jornalista a arcar com mais custos jurídicos para não ter que pagar um indenização absurda cobrada por uma empreiteira grileira de terras.

Se jornalistas são profissionais já acostumados a viver com pouco, imagina um jornalista ideológico e militante como Lúcio Flávio? Como pode o judiciário cobrar indenização de um homem que salvou o país de uma das maiores grilagens de terra da nossa história? Isso que eu chamo de inversão de valores!

Realmente, a cada dia que passa tenho menos fé nas instituições desse meu país!

Mais sobre o Caso:

Site de Ricardo Kotscho

Jornal Pessoal

Nota de apoio do Sindicato de Jornalistas do Pará

Conheça um pouco mais sobre a Lenda Lúcio Flávio Pinto e da história do Jornal Pessoal

 

Dica para meninas

Por: Amanda Fernandes

Desde que comecei andar de bike, muitas meninas me perguntam dicas sobre que bike comprar.

Ao mesmo tempo, já ouvi também algumas sugestões de que eu deveria trocar minha bicicleta, por uma com suspensão dianteiro, freio tipo tal e sei lá mais o que… e também perguntas do tipo “que bicicleta você tem???

Ando há um ano e faço da minha bike um instrumento de locomoção espacial em minha cidade. Mas também já fiz trilha e já passei por momentos difíceis, como quando a gente encara a aventura de diminuir o caminho pela trilha do sertãozinho

Eu não sou nenhuma especialista, mas se posso dar uma dica dentro da minha experiência, aí vai…

A primeira coisa é ter bem claro, para qual utilidade você deseja a bicicleta: é pra trabalhar, andar no bairro, fazer esporte, ter lazer??? Há vários tipos e padrões de bike… para saber mais, click aqui!

Depois, o quanto você está disposto a investir (tem bicicletas que variam de 500 a milhares de reais)!!!

E por fim, entender que componentes são importantes e necessários ter durante sua pedalada!

Falando sobre componentes, um dos mais importantes é o quadro. Com um bom quadro (leve, resistente, durável), todo o resto é montando ou trocado. O quadro é aquele tubinho preto, que mudando os acessórios, te leva a todos os lugares! Hoje, já existe no mercado, bicicletas adaptadas aos pequenos corpos femininos. São bicicletas que tem quadros curtos, onde ao sentar e pedalar, você se sente super confortável.

Ainda falando de componentes e acessórios,

  1. selim (banco) com amortecedor – evita que seu bumbum fique dolorido, mas atenção, isso só vale para uma semana que você já tiver andado e se acostumado ao formato do selim;
  2. suspensão dianteira (amortecedor) – absorve todos os impactos de buracos ou ondulações existentes nas ruas, se você achar caro uma bicicleta com amortecer, você pode montá-lo aos poucos;
  3. marcha (velocidades e marca) – não parece, mas com o tempo, aprender a usar a marcha corretamente para cada tipo de declividade, ajuda e muito sua pedalada;
  4. buzinas ou sinos, espelho, sinalizadores e apitos são importantes para garantir que sua pedalada seja segura – você vai encontrar estes acessórios de todos os tipos e modelos!
  5. cestinha – para quem não quer levar as coisas em mochilas ou quer trazer as coisas do supermercado sem o uso de saco plástico.
  6. cadeado – importantíssimo para ter sua bike sempre segura. Vai encontrar modelos com chave ou senhas.
Agora que você já tem algumas dicas, já pode comprar a sua!
Fica a dica @10porhora !
 

Sobre DEUS: A filosofia de Boff e a ciência quântica de Goswami

O breve debate que segue diz respeito à pergunta que fiz à Leonardo Boff sobre sua opinião sobre as descobertas da física quântica e o pensamento de Amit Goswami sobre um DEUS quântico. A resposta é um interessante alinhamento entre sua filosofia e a teoria quântica de Amit.

PERGUNTA (link):

22/12/2011 9:29
Prezado Leonardo Boff,
Como disse uma colega acima, seus textos sempre me incentivam a vivenciar meu lado águia. Obrigado por sua liderança e por seus ensinamentos.
Gostaria de lhe fazer uma pergunta de um aprendiz: Tenho lido os livros do Teórico Quântico Amit Goswami (Universo Autoconsciente; Criatividade Quantica; Fisica da Alma e Deus nao está morto). Em princípio, tenho notado uma profunda coerência do que ele tem dito com a minha vivencia de Deus. O sr já teve contato com o pensamento de Amit? O sr acha que a física quantica está mesmo inaugurando um paradigma científica cuja base é a consciência? Vale ressaltar que a fisica quântica demonstra toda a limitação científica e ajuda a devolver a humildade aos cientistas.

Julio Resende

RESPOSTA (link):

Leonardo Boff
22/12/2011 19:20

Julio,
Conheci pessoalmente ao A.Goswami que vem muito ao Brasil. É considerado um dos maiores matematicos vivos. Ele assumiu a visão quântica da realidade. Esta é sempre uma emergencia da Energia de Fundo que continuamente mantem e sustenta todos os seres. A mecanica quântica afirma que materia não existe. Tudo é energia e campos energéticos. Matéria é energia altamente condensada, coisa que está já presente na fórmula de Einstein.O que Heisenberg mostrou foi a inarredavel ligação entre sujeito que conhece o objeto do conhecimento. O seujeito determina se ele aparece como onda ou como particula.Creio que a visão quântica nos facilita entender a realidade de Deus como Energia Suprema,o Espírito Absoluto permanentemente criando e sustentando a criação. Para os cosmologos que assumiram a perspectiva quantica, o universo como um todo está cheio de proposito e não é algo largado ao acaso. Das energias originárias passamos à matéria, da matéria à vida, da vida à consciência, da consciênia à auto-consciência. O espirito é aquilo que une e reune toda as coisas está presente em todo o universo. Entre nosso espirito e o espirito do Universo a diferença não é de principio mas de grau. Em nós de forma auto-consciente e no Universo numa forma propria. Assim em todos os seres. Creio que a mecanica quantica nos facilita representar Deus como uma Realidade sempre viva, sustentando todo o universo e levando-o a uma convergencia que não saberemos quando se dará.
Boa sorte e feliz Natal

 

Percepções da Comunidade de Bom Jardim sobre o Turismo

Todos os semestres organizo uma viagem de campo para meus estudantes do 6o semestre de administração da disciplina Gestão de Empreendimentos Turísticos. No fim do ano passado, o destino foi a vila de Bom Jardim, em Nobres – MT. O local tem um enorme potencial turístico, tendo atrativos comparados à Bonito no Mato Grosso do Sul. No entanto, a pequena vila ficou isolada por muito tempo do turismo pelas péssimas condições da estrada. Agora, o asfalto já está quase chegando. A secretaria de Estado de Turismo está anunciando altos investimentos em infra-estrutura a atividade deve alavancar. No entanto, o desenvolvimento do turismo sempre apresenta suas contradições levando impactos positivos e negativos.

O vídeo que segue é um pequeno documentário com um conjunto de entrevistas sobre as percepções de diversos atores da comunidade, entre eles, micro empresários, lideranças e outros moradores. Este vídeo foi produzido pelos estudantes com o intuito de contribuir para o desenvolvimento do turismo no local e tornar o debate transparante sobre qual tipo de turismo mais beneficiará a vila e a comunidade. Por meio dele, abrimos a sala de aula para o mundo na crença de que a universidade pode e deve contribuir com a construção de uma sociedade sustentável por meio do diálogo entre a teoria e a prática.

Por: Júlio Resende Duarte
Publicado no www.bolinhadegude.wordpress.com

 

“Criatividade é o maior potencial humano”

Ken Robinson, além de muito engraçado, foi aplaudido de pé no TED que segue. Com muito humor reflete sobre a criatividade humana, potencial que pode e precisa ser desenvolvido em larga escala neste século, mas que ainda encontra muitas barreiras, principalmente nas escolas, que insistem uniformizar e diminuir a capacidade dos estudantes.

 

Reuso de água residencial

Uma média de 10 litros de água potável são jogados no esgoto cada vez que você puxa a descarga. Durma com um barulho desse.

Produzido por: Forest Comunicação

 

Lei da bicicleta em MT

Por: Amanda Fernandes

Arte: Helder Faria

Há dois anos, engajada em eleger Marina Silva presidente, resolvemos fazer uma pedalada! Essa pedalada aconteceu um dia depois do Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro. Nesse processo soube da existência do 10porhora, grupo que discute bike e sustentabilidade. Ao acessar seu blog, me apaixonei por sua estética e mesmo não conseguindo falar com nenhum dos seus membros, um deles compareceu a aquela singela pedalada.

Um ano depois, integrada ao grupo, pensei que esta data não deveria passar vazia. E o mais importante, foi descobrir que já havia uma mobilização para ela. E foi assim que eu conheci a Menina que pedala! “Você precisa falar com a Malu, uma das organizadoras” disse alguém do outro lado da linha lá Tribo Bike Sport, uma das lojas da cidade.

Fizemos contato e começamos a aglutinar aquele movimento. No dia 22 de setembro de 2011, haviam mais de 250 ciclistas na cidade realizando o trajeto da Praça 8 de abril – Rotatória Miguel Sutil Santa Rosa – Isaac Póvoas – Prainha – Shopping Pantanal – Av. Mato Grosso – Praça 8 de abril. Foi incrível!

Na data, lançamos a ideia de um abaixo-assinado para implementar ciclovias e ciclofaixas na cidade. Essa ideia floresceu e ganhou traços mais ousados – uma Lei de Iniciativa Popular para implantação de ciclovias e ciclofaixas em Cuiabá.

A Lei da bicicleta em MT discorre sobre a problemática ambiental, o caos no transporte público e afirma o quão necessário são as Ciclovias e as Ciclofaixas em todos os Corredores Viários e Vias Estruturais previsto no Plano de Mobilidade para a Copa 2014. Encoraja o Poder Público municipal e estadual nas suas esferas Legislativa e Executivo a implantar uma política efetiva e permanente de inclusão da bicicleta como um meio de transporte.

Assim, tencionamos a criação de um grupo que levasse adiante a ideia. No Facebook achamos cicloativistas, bicicleteiros, hobbybikers e muitos simpatizantes deste veículo de baixo carbono: a bike. O recente grupo desde então, tem se reunido na Praça 8 de abril. E nesse curto intervalo de tempo coletamos assinaturas para Lei da Bicicleta, em eventos organizado por outros movimentos: no ato contra Belo Monte (Praça Alencastro , 17 de dezembro) e na Corrida de Reis, com a Bicicletada de Reis.

Até o momento temos 444 assinaturas. As reuniões do grupo são quinzenais e podem ser acompanhadas pelo grupo “Ciclovia Já” no Facebook. Convidamos você, leitor do 10porhora, a contribuir com sua assinatura e participar dos grupos, no face e na praça. Nossa meta é conseguir milhares assinaturas este ano e apresentar aos poderes legislativos e executivos! Contamos com seu apoio e participação!

“Bicicleta é percepção. É o elo perdido entre homem ambiente. Vamos sair, colocar a cara no mundo e discutir soluções para um planeta em crise. Estamos juntos!” Vamos lá, vamos humanizar esta cidade!

 

Somos todos Pinheirinho

De São João da Barra ao Santuário dos Pajés.

 

Ameaça à liberdade na internet

Vamos deixar a internet na mão das empresas de entretenimento? Só o que faltava. O império das gravadoras contra-ataca.

 

Acessibilidade: uma inglória luta diária na cidade de Cuiabá

A jornalista Keka Werneck conta um pouco os desafios que os portadores de necessidades especiais passam na capital de Mato Grosso. A pergunta que fica é: Como conseguir ciclovias de um pode público tão falho, que desrespeita até os cidadãos que mais precisam de cuidados ? O 10porhora luta por cidades inclusivas, onde TODOS possam exercer o seu direito de ir e vir.

Tetraplégicos quase não podem sair de casa em Cuiabá e VG


Por Keka Werneck

Giuliano Rampassi da Silva, 27 anos, tetraplégico, passa maior parte do tempo em casa, no bairro Ponte Nova, em Várzea Grande (MT). Essa é a rotina de boa parte dos que sofrem do mesmo problema que ele. Como Giuliano, são 955.287 tetraplégicos no Brasil, ou seja, 0,56% da população brasileira.

Quando a gente entra pelo portão de frente da casa de Giuliano, no final de uma longa rampa, geralmente lá está ele na varanda, em sua cadeira de rodas. É um moço alto e magro, de traços bonitos, comunicativo, mas sério, com ar de pessoa inteligente.

Há uma década, quanto tinha 17 anos apenas, sofreu um acidente em uma festa de encerramento do ano com colegas do Ensino Médio e ficou tetraplégico. Pulou de ponta-cabeça na piscina e adeus coluna vertebral!  Desde então, do pescoço para baixo, faz mínimos movimentos e somente nos braços. Isso aconteceu também com o escritor Marcelo Rubens Paiva, que pulou em uma cachoeira. Ele é autor do livro Feliz Ano Velho, entre outros.

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Cachorrinha que faz trilha com o dono

Garanto que se tivesse bike pra cachorro ela ganhava dele.

Só pra contar a raça do cão: Jack russell terrier