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	<description>Entre rios e chapadões</description>
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		<title>Rodas no Eixo, Desacelerando para a Sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 20:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação para a Sustentabilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[O evento será em Brasília, mas fica a dica para os amigos e colaboradores 10porhora. Bora desacelerar e rumar para a sustentabilidade em tudo que é canto? Unindo os grupos, aprendendo e ensinado!? Divulgação no Jornal O Miraculoso (leia mais sobre o evento). EVENTO: participe e convide seus amigos! Quem já se uniu e acredita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.facebook.com/events/287110788047802/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-4360" title="Rodas No Eixo" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/rodas_no_eixo2_low.jpg" alt="" width="486" height="688" /></a></p>
<p style="text-align: left;">O evento será em Brasília, mas fica a dica para os amigos e <a href="https://www.facebook.com/groups/132818823460245/" target="_blank">colaboradores</a> <a href="https://www.facebook.com/pages/10-por-hora/103407376389287" target="_blank">10porhora</a>. Bora desacelerar e rumar para a sustentabilidade em tudo que é canto? Unindo os grupos, aprendendo e ensinado!?</p>
<p style="text-align: left;">Divulgação no <a href="http://www.miraculoso.com.br/noticias-do-distrito-federal/280-desacelerando-para-a-sustentabilidade" target="_blank">Jornal O Miraculoso</a> (leia mais sobre o evento).</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/events/287110788047802/?ref=ts" target="_blank">EVENTO</a>: participe e convide seus amigos!</p>
<p>Quem já se uniu e acredita nessa construção coletiva:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100002608324673" target="_blank">Arte Livre</a>;</li>
<li><a href="https://www.facebook.com/BagagemCultural" target="_blank">Bagagem Cultural</a>;</li>
<li><a href="https://www.facebook.com/pages/Coletivo-Palavra/169898603042462" target="_blank">Coletivo Palavra</a>;</li>
<li><a href="https://www.facebook.com/groups/380453858663477/" target="_blank">Cotidiano Compartido</a>;</li>
<li><a href="http://sociedadedasbicicletas.blogspot.com.br/" target="_blank">Sociedade das Bicicletas</a>;</li>
<li><a href="http://www.humorpolitico.com.br/" target="_blank">Humor Político</a>;</li>
<li><a href="http://portalpopulardacopa.org.br/" target="_blank">Comitê Popular da Copa</a>;</li>
<li><a href="http://www.miraculoso.com.br/" target="_blank">Jornal O Miraculoso</a>.</li>
</ul>
<p>Deixamos o convite a todos que ainda quiserem participar nesse ou nas futuras edições do evento e assim somarem experiências, sonhos e esforços para construção de uma sociedade mais calma, equilibrada e em paz! Para participar do evento, expondo seu projeto, coletivo e/ou arte é só entrar em contato no (61) 9811-2104 ou redeatitudebrasil@gmail.com</p>
<p>Bom final de semana, bom descanso e passeios! Desacelere! Viva! <img src='http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Atitude Acadêmica &#8211; Bagagem Cultural</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 12:29:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já está no ar um novo sistema que pode mudar a sua relação com os livros. Sim, os livros, quem de nós não tem pelo menos um? E quantos de nós, ao invés de comprar um livro desejado, não pega um livro emprestado com um amigo? O pobre do amigo já conhece a novela: mal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p data-ft="{&quot;type&quot;:1,&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}"><a href="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/livros.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4393" title="livros" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/livros-e1337344005808.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a></p>
<p data-ft="{&quot;type&quot;:1,&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}">Já está no ar um novo sistema que pode mudar a sua relação com os livros. Sim, os livros, quem de nós não tem pelo menos um? E quantos de nós, ao invés de comprar um livro desejado, não pega um livro emprestado com um amigo? O pobre do amigo já conhece a novela: mal o livro saiu da estante, a notícia já correu e outros conhecidos querem o livro emprestado. O material de leitura corre várias mãos e às vezes nem volta para o dono. Em algum ponto, o paradeiro do livro se tornou desconhecido para toda a rede de amigos. Nesse ponto está a Bagagem Cultural.</p>
<p data-ft="{&quot;type&quot;:1,&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}">A Biblioteca Auto-Gestionária Educativa Móvel, também conhecida como B.A.G.A.G.E.M. ou simplesmente Bagagem Cultural, é o velho sistema de troca de livro tornado consciente. Um sistema em que a libertação do livro de uma rede social restrita é não só consequência esperada, mas intenção final. Sob essa nova lógica, alheia à sacralidade da propriedade privada e ao apego ao bem material, o empréstimo de um livro busca beneficiar não só o amigo que o recebe, mas toda uma população de leitores potenciais.</p>
<p data-ft="{&quot;type&quot;:1,&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}">Biblioteca pois consta de um acervo permanente, que pode ser consultado e emprestado. Auto-Gestionária pois o sistema é administrado e inclusive desenvolvido pelos próprios usuários. Educativa porque o objetivo maior é tornar disponível a todas as pessoas uma coleção de conhecimento transformador. Móvel porque o acervo não fica depositado num lugar físico. O livro só existe enquanto trânsito; somente quando é lido e quando é compartilhado. Daí vem Bagagem pois o conhecimento que o livro traz fica depositado na bagagem cultural do leitor, que levará esse acervo dentro de si, nas suas práticas, atitudes, pensamentos e opiniões, mesmo quando o volume físico não está mais ao alcance. Por fim, Cultural porque o projeto visa ampliar o acesso à cultura. Sabemos que não pode haver transformação social de verdade se as pessoas não tiverem acesso igual a informações críticas, que as levem a formar opiniões embasadas e conscientes. Daí a utilidade desse projeto, que vem se aliar a tantos outros que já vêm buscando a transformação social, a educação popular e a sustentabilidade.</p>
<p data-ft="{&quot;type&quot;:1,&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}">Não mais comprar livros, o conhecimento não pode ser comercializado, pois não cabe num objeto material. Antes, ele é livre para viajar, pois uma vez que um livro é lido, ele nunca mais poderá ser “deslido”. Ele passa a ser Bagagem.</p>
<p>Onde encontrar: <a href="https://www.facebook.com/BagagemCultural" target="_blank">BagagemCultural</a><br />
Como participar: emprestando um livro para alguém.</p>
<p data-ft="{&quot;type&quot;:1,&quot;tn&quot;:&quot;K&quot;}">Por: <a href="https://www.facebook.com/joaovictor.rocha.18" target="_blank">João Victor Rocha</a>, idealizador do Bagagem Cultural e amigo e colaborador <a href="https://www.facebook.com/pages/10-por-hora/103407376389287" target="_blank">10porhora</a>.</p>
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		<title>A Muralha!</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 04:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago</dc:creator>
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		<category><![CDATA[geração]]></category>
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		<category><![CDATA[revolução]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, os ventos da mudança! Se pensarmos numa perspectiva de dez anos a gente percebe o quanto as coisas mudaram! Quando eu tinha 20 anos a Europa era rica, o Brasil pobre, a ideia de um presidente negro nos EUA era ridícula e o aquecimento global era só fábula de ambientalista. Em 2002 não existiam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, os ventos da mudança! Se pensarmos numa perspectiva de dez anos a gente percebe o quanto as coisas mudaram! Quando eu tinha 20 anos a Europa era rica, o Brasil pobre, a ideia de um presidente negro nos EUA era ridícula e o aquecimento global era só fábula de ambientalista. Em 2002 não existiam mídias sociais, a internet era 1.0, o Youtube ainda demoraria três anos pra ser inventado, não existia Prouni, e eu trabalhava oito horas num banco que não existe mais pra pagar uma mensalidade absurda a fim de receber um diploma que mais tarde deixou de ser exigido para uma profissão que ficou obsoleta. Jornalismo! O próprio nome em tempos de tablets cheira a jornal velho.</p>
<p>Mas ao mesmo tempo em que essa onda vertiginosa age no cerne da nossa sociedade, mudando tudo a todo momento, na outra ponta o processo é lento&#8230; muito lento. E, infelizmente, é justamente nessa outra ponta que as coisas acontecem. Ou deveriam acontecer.</p>
<p>Enquanto a velocidade da informação deixa tudo pornograficamente transparente, com documentos, vídeos, fotos e qualquer coisa confidencial vazando na rede, do outro fica aquela sensação de tá&#8230; mas e daí?</p>
<p>As punições são lentas, as mudanças estruturais demoram, a burocracia emperra tudo e a política não se renova. De um lado somos uma turba enfurecida explodindo em metamorfoses psicodélicas e rearranjos de moléculas, uma sociedade vibrante que muda a cada segundo com novas composições e novas ideias. Mas do outro lado temos verdadeiros senhores feudais fechados em em estruturas de concreto assinando papeis com suas canetas caras superprotegidos pela grande muralha das instituições.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/pics_039-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-4373 aligncenter" title="pics_039 (5)" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/pics_039-5-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a></p>
<p style="text-align: left;">No fundo todo mundo sabe que os portões uma hora ou outra vão cair. A pergunta é: como?</p>
<p>Tem hora que parece que vai! Que a galera vai entrar chutando que nem os árabes fizeram na primavera do ano  passado. Mas tem hora que parece que as instituições são simplesmente indestrutíveis!</p>
<p>Já temos jovens escalando as paredes pelo lado de fora, invadindo a fortaleza e negociando a descida dos portões de forma pacífica. Eu, perto dos meus 30 anos, estou mais pra esse lado da revolução. Participar das decisões políticas, me engajar e ocupar os espaços disponíveis. Mas, como espectador e ator desse teatro chamado “democracia”, devo dizer&#8230; a negociação é lenta e confusa! Isso porque parece que do lado de dentro temos um grupo suicida, que sabe que vai perder e quer aproveitar para ganhar tudo o que pode enquanto pode&#8230; custe o que custar!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/tirinha16031.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4377" title="tirinha1603" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/tirinha16031.jpg" alt="" width="473" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Às vezes acho que o problema mesmo é esse lance de choque de gerações. Uma geração de políticos velhos, podres e suicidas que com canetas caras assinam papéis timbrados com brasões da república, enquanto do outro lado está uma nova geração cheia de gás, cujo córtex cerebral é formado em telas touchscreen, múltiplas abas de navegação e hiperconexão. Garotos sedentos de mudança que assinam eletronicamente no Avaaz e em leis de iniciativa popular.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/tirinha1553.jpg"><img class="size-medium wp-image-4371 aligncenter" title="tirinha1553" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/tirinha1553-300x95.jpg" alt="" width="300" height="95" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Sim, as coisas mudaram rápido demais nos últimos dez anos, uma mudança grande demais para as velhas engrenagens do nosso sisteminha gerido por senadores de bigodes com terras feudais no norte do país.</p>
<p style="text-align: left;">Talvez vivamos agora esse embate de gerações porque o ser humano bagunçou demais a linha natural da vida. Antigamente era mais fácil passar o bastão pras gerações seguintes pelo simples fato de que era mais fácil morrer! Agora não. Temos que esperar sentados um tempo muito grande olhando os mais velhos fazerem cagadas sem poder reivindicar nosso espaço. Isso porque quem comanda tem essa fixação pela eternidade, pela imortalidade. Investem no melhor da medicina e dos fármacos testados e aprovados em populações miseráveis da África, tudo para não nos darem o prazer de morrerem. Por que esses filhas-da-puta simplesmente não morrem?</p>
<p>Nossa geração tem que lidar com zumbis políticos que a cada canetada consomem cérebros novos e isso causa essa contradição, de velhos sem perspectivas gastando tubos em medicamentos e jovens esperançosos aliviando a ansiedade em cigarros.</p>
<p>Na beirada dos meus 30 anos eu me vejo cada vez mais no meio desse fogo cruzado. Minha geração está bem no meio de dois modelos diferentes de sociedades, o modelo analógico e o digital. O que está vindo depois de mim (essa loucura toda aí de bebês operando smartphones e tablets) é um negócio que nem eu entendo direito&#8230; o que dizer dos nossos antigos senadores do Amapá e suas canetas ferozes.</p>
<p>Do jeito que a coisa está acelerada eu só rezo para não estar dentro da fortaleza caso um dia a turba violenta consiga finalmente explodir os portões! Saravá!</p>
<p>Por: <a href="http://forestcom.com.br">Thiago Foresti </a></p>
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		<title>FAMINTOS, CÃO E HOMEM</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 11:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflita]]></category>
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		<description><![CDATA[o cão tem fome e, porque tem fome, come. o homem também tem fome mas, porque não merece, não come. o cão faminto a comida ganha. não há questão: se dá. ele tem fome. o homem faminto a comida compra. não há questão: se vende. ele continua com fome. o cão pode comer porque existe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">o cão tem fome<br />
e, porque tem fome,<br />
come.</p>
<p>o homem também tem fome<br />
mas, porque não merece,<br />
não come.</p>
<p>o cão faminto a comida ganha.<br />
não há questão: se dá.<br />
ele tem fome.</p>
<p>o homem faminto a comida compra.<br />
não há questão: se vende.<br />
ele continua com fome.</p>
<p>o cão pode comer<br />
porque existe<br />
e necessita comer para existir.</p>
<p>o homem não pode comer<br />
porque não trabalha<br />
e necessita trabalhar para existir.</p>
<p>cão e homem serão livres<br />
e o homem será grande<br />
quando a fome receber o outro<br />
e o outro receber a fome.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/E-porque-existe-a-fome-A-imagem-em-baixo-fala-por-si.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4350" title="E porque existe a fome, A imagem em baixo fala por si" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/E-porque-existe-a-fome-A-imagem-em-baixo-fala-por-si-e1337254991689.jpg" alt="" width="440" height="575" /></a></p>
<p>Texto do amigo e <a href="https://www.facebook.com/groups/132818823460245/" target="_blank">colaborador 10porhora</a> <a href="https://www.facebook.com/matheusjor" target="_blank">Matt Paiva</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Saúde Ambiental</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 16:05:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras]]></category>
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		<description><![CDATA[O meio que habitamos é fator determinante para nossa saúde. Costumamos abordar saúde e meio ambiente como coisas diversas, temos, por exemplo, um ministério da saúde e um do meio ambiente.Porém, se caminharmos no sentido de uma visão holística, ambos serão indissociáveis, assim como são indissociáveis o IDH do desenvolvimento econômico, quando esse desenvolvimento não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">O meio que habitamos é fator determinante para nossa saúde. Costumamos abordar saúde e meio ambiente como coisas diversas, temos, por exemplo, um ministério da saúde e um do meio ambiente.Porém, se caminharmos no sentido de uma visão holística, ambos serão indissociáveis, assim como são indissociáveis o IDH do desenvolvimento econômico, quando esse desenvolvimento não acontece pela deterioração das pessoas e ambientes naturais , matriciais, das localidades em que são medidos .</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Podemos exercitar unificar nosso pensamento, ao supormos a terra, em que plantamos os alimentos, como um único organismo, mesmo sabendo que se trata de um conjunto destes, e então aplicar a ela o conceito de saúde. Trata-se de um novo olhar sobre o ambiente, assim podemos nos sensibilizar para o meio natural de uma forma terapêutica, com a qual já estamos familiarizados a usar para nossos próprios corpos e os de nossos parentes e animais&#8230;etc. Trata-se de voltar um olhar mais orgânico e menos técnico sobre o planeta, sobre a terra em que se planta, sobre as águas que correm.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Tomemos como exemplo uma fazenda de monocultura que esta desnutrindo o solo e pode acabar por torná-lo estéril , quem deveria intervir? O ministério da saúde ou do meio ambiente? O senhor de terra, proprietário a quem foi dado cuidar daquela porção de terra, que vai produzir e beneficiar  centenas, por vezes milhares ou até milhões de pessoas, deve ser o primeiro responsável. Ele possui muitas alternativas; como contratar um engenheiro agrônomo, que como um terapeuta, tem condição de cuidar da saúde daquele solo e garantir a continuidade produtiva. Pode ir mais longe e contratar um ecologista que pode tratar da interação daquela área com todo o ecossistema em que esta inserida, e com isso tornar sua produção mais digna, fazendo algo que não é exigido pela legislação, porémobtendo reconhecimento em termos da responsabilidade universal, elemento de vanguarda nas tendências mundiais, que vem sendo defendida pelo Dalai Lama, conhecido monje budista.</span></span></span></p>
<p><a href="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/globo_coracao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4339" title="globo_coracao" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/globo_coracao-e1337167742345.jpg" alt="" width="476" height="478" /></a></p>
<p><span id="more-4338"></span><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Nós que somos consumidores e habitantes das cidades temos meios de nos inserir nesses termos e começar a praticar nossa saúde não apenas nas academiasou com caminhadas. Inserirmo-nos em ações pela saúde do ambiente é um ato de respeito com nós mesmos um reflexo da nossa atitude com nosso próprio corpo que é inseparável do ambiente, este corpo é formado diariamente, pelo ar que respiramos, pelo alimento que consumimos, pela água que bebemos. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Existe ainda um fator muito significante para nossa saúde e que não se relaciona diretamente com nosso corpo físico, é o nosso estado de espirito. Quando dizemos que estamos buscando nos responsabilizar por tudo que acontece a nossa volta, que estamos abraçando a ideia de responsabilidade universal, ganhamos um novo espirito, a partir dai, nos tornamos parte desta terra na qual vivemos, somos parte do cosmos e cada pequena ação nossa repercute por todo o universo. </span></span></span></p>
<p><a href="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/foto-post-renato.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4340" title="foto post renato" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/foto-post-renato-e1337167880751.jpg" alt="" width="480" height="332" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Assim no seu sentido mais profundo e verdadeiro a saúde também significa um estar conectado com o ambiente. Sentir nosso corpo como uma extensão do corpo vivo da terra, esta que nos nutri de alimentos, venham eles do mar ou da terra, esta que guarda o ar que precisamos, que gera águas que vem das profundidades e brotam no alto dos picos, não estamos falado de uma rocha formadas por camadas, estamos falando do grande organismo que nos criou e mantém, devemos olhar por ela.</span></span></span></p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/fxyLDUWa478?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Texto de <a href="https://www.facebook.com/renato.chavespirfo" target="_blank">Renato Chaves Pirfo</a>.</p>
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		<title>All you need is love</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 09:31:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação para a Sustentabilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[O amor é a mais eficiente abordagem holística, pois amar é sentir-se uno. .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O amor é a mais eficiente abordagem holística, pois amar é sentir-se uno.</strong><br />
.</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/zDVCH39D8Ns?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Caminhos de Santiago &#8211; Parte 3</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 12:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moll</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando cheguei em Santiago mesmo, que foi na tarde do dia seguinte coincidentemente dia 1º de abril (!), havia muitas festividades na cidade e eu aproveitei como pude, molhada e carregando a bike pra cima e pra baixo, cansadíssima da viagem, desejando loucamente encontrar os meninos. Peguei o certificado de peregrina e fiquei rondando. Meu dinheiro havia acabado e não tinha como sacar ou de onde tirar, de início não me preocupei, mas foi escurecendo, não encontrava nenhum conhecido, aí fui pedir abrigo no albergue de peregrinos da cidade, eles disseram que não podiam me receber, o frio e meu desespero aumentavam.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4278" title="imagem12" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem12.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Entrei com a bicicleta em uma igreja para fugir do frio e ver se encontrava uma luz, uma senhora veio ter comigo, contei minha história e ela me indicou aos franciscanos, que recebiam pessoas para dormir pela noite. Lá eu me fui com esperança, recebi um dos “não” mais doloridos de minha vida: os franciscanos recebiam indigentes e homens, eu mulher estava fora de cogitação. Chorei, chorei soluçando no meio da rua sem saber o que fazer, já não achando graça no que estava passando. Em meio ao desespero, disse a mim mesma que chorar não resolveria, limpei o rosto mesmo com lágrimas ainda a cair e logo vi uma policial com quem já havia falado anteriormente, lhe contei tudo o que se passara de coração aberto. Seu companheiro de patrulha veio ter conosco e começou a fazer chamadas no rádio, disse que tinha conseguido uma vaga para mim em um albergue de peregrinos fora da cidade mas eu tinha de pagar 5 euros. Falei que não tinha 1 cêntimo, a policial tirou 5 euros do bolso, me deu e disse para eu ir com Deus.<span id="more-4322"></span></p>
<p>Fui mesmo! Eram 11 horas da noite e eu pedalei mais 20 km para fora da cidade no sentido da França, em direção ao ‘morro do calvário’, que era o nome do lugar onde estava o albergue: acreditem, as palavras têm poder. Foi lá que depois de me recuperar das fortes emoções que havia passado, fui convidada para jantar com dois peruanos e um espanhol, super queridos. O prato foi o de sempre: macarrão e vinho – carinhoso, simples e sincero.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4279" title="imagem13" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem13.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>No dia seguinte fui a última a acordar e a ir embora do albergue, estavam quase me expulsando. Mas como não sou boba, antes de sair fiz uma marmitinha do macarrão coletivo que encontrei no albergue e levei mais um pacote de grãos e castanhas que tinham deixado para quem precisasse, e era o meu caso.</p>
<p>Sexta feira santa bendita, dia 02 de abril, de origem católica (caso ainda não tenham reparado), aproveitei para assistir a celebração na catedral, me confessar e refletir sobre a vida. Saí de lá desejando encontrar os meninos e, por intermédio das forças do universo, 10 minutos depois nos esbarramos (literalmente!) no meio da praça da catedral de Santiago de Compostela. Nossa! Fui feliz aquele momento, abraçava eles, gargalhava alto, não continha a alegria e o alívio que emanavam daquele encontro.</p>
<p>Compartilhamos nossas sagas enquanto estávamos separados: o Thiago havia fraturado o joelho e lascado a perna, o Arabe estava todo entravado e cheio de dor, nenhum de nós tinha bunda mais… e eles dizendo que pensavam que eu estava em situação melhor que a deles. Todos nós já sabíamos do único trem do dia rumo ao Porto, que sairia às 19h e esperavamos ansiosamente por voltar pra casa. Na volta pegamos o trem com um grupo de ciclistas que tinham feito o mesmo percurso que nós, só que ao invés de 6 levaram apenas 2 dias. E eles não levavam nada além de pochetes. Sentimos-nos os mais trash e amadores do universo, mas logo que os caras saíram, o Bahiano fez questão de soltar a piadinha sobre o falso desempenho dos caras em função da máquina que eles pilotavam, ninguém levou a sério o comentário mas rendeu umas boas gargalhadas diante de tudo o que já tinha acontecido.</p>
<p>Com essa experiência, aprendi a batizar o Porto de meu lar enquanto durasse e precisei de três dias para repor o cansaço e o sono do corpo. Mas foi ótimo! Diferente dos meninos, eu faria tudo de novo e com a maturidade que tenho agora, claro.</p>
<p>Não me preocupo em julgar as atitudes que tivemos durante o Caminho, aprendi com os erros e acertos que tipo de decisões quero tomar e que tipo de humano desejo ser. Com certeza nunca mais fui a mesma depois dessa experiência e cada olhar em que volto ao passado me ensina um pouco mais sobre que Caminhos seguir. Os encontros no Porto com os meninos peregrinos depois da viagem foram sempre alegres, trocando no sorriso, no olhar e no abraço a cumplicidade das trocas, experiências, intimidades e brincadeiras que compartilhamos durante a viagem: tão inesquecível.</p>
<p>“El camino és un camino. Para donde lleva el camino?</p>
<p>Para adonde quieres, siempre! La diferenza és que él camino de Santiago és un camino comum, elegido por mucha gente. Hay en todo el camino mucho verde, muchas arboles, naturaleza. El camino de Santiago deja tus ojos llenos de ricas visiones, tu aire fresco, lo sientes vivo, tu vivo! Y como el camino és longo, te permite piensar o ver. Yo necessitaba piensar, llorar, sorrir y pedalar, he encontrado todo esto en él camino.” (praticando a escrita do portuñol nas águas termais)</p>
<p>Texto por <strong>Aracy Roza Sampaio Pereira</strong></p>
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		<title>Caminhos de Santiago &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moll</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom, nem tudo foi perfeito, lógico. Com relação a pedalada em si, nossas bicicletas davam problema o tempo todo e tínhamos de parar pra consertar, alguns ficaram sem freio, outros sem marcha, inclusive eu que fiz a última parte inteira do caminho com o freio desajustado e sem trocar a marcha. O caso é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, nem tudo foi perfeito, lógico. Com relação a pedalada em si, nossas bicicletas davam problema o tempo todo e tínhamos de parar pra consertar, alguns ficaram sem freio, outros sem marcha, inclusive eu que fiz a última parte inteira do caminho com o freio desajustado e sem trocar a marcha. O caso é que a peregrinação exige muito de nós, pedalávamos todos os dias das 9h da manhã às 19h da noite, em média, e de noite sempre rolava as trocas com os outros peregrinos que conhecíamos, então quando íamos dormir o cansaço era nosso sobrenome e apelido.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4270" title="imagem04" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem04.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Os quartos nos albergues eram coletivos e beliches em sua maioria. Como não é mistério pra maioria dos meus amigos e conhecidos: eu ronco. Mas nunca tive problema com isso e só me lembro de terem reclamado uma vez ou outra assim tranquilamente. Na primeira noite nenhum dos rapazes desconfiaram de nada, apenas comentaram de um ronco que ouviram e não se estenderam mais sobre o assunto.</p>
<p>Mas conforme os dias passavam, meu corpo estava mais cansado e os roncos iam piorando, acredito. Foi na segunda noite que eles me descobriram e daí em diante nossa relação nunca mais foi a mesma, a intimidade já fazia parte do nosso convívio e estava tudo à vontade, os meninos pegavam no meu pé loucamente e não perdiam a oportunidade de fazer qualquer piadinha sobre os meus roncos. De início foi muito legal, a gente ria e eu ficava sem graça, mas depois já nem ligava pros comentários, e os meninos, coitados, continuavam com as piadinhas e desabafavam também da dificuldade de dormir e descansar. Começaram a brigar pra ver quem não ia dormir a meu lado, disfarçavam a conversa com outros peregrinos quando comentavam dos roncadores da noite anterior e volta e meia soltavam: &#8211; Poxa peregrina, essa noite foi difícil dormir hein&#8230; não sei quem roncava mais, se era você ou o marmanjão do outro lado do quarto. O pessoal perguntava quem é que roncava e dizia que tinha sido duro dormir com toda a sinfonia bem espalhada pelo quarto… mas ninguém falou de tu não&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4271" title="imagem05" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem05.jpg" alt="" width="500" height="355" /></p>
<p>Saindo de Ponte de Lima, logo que pegamos a trilha do caminho, tivemos de atravessar um riacho que havia transbordado por causa da chuva. Era impossível pedalar, não se via o chão e a água com correnteza estava da altura dos joelhos. Improvisamos com a chuva: sacos na cabeça, sacos de lixo pra tentar isolar a mochila e óculos de sol pra nos permitir enxergar e proteger os olhos… Meu pneu estorou no início do trajeto e foi aí que o movimento segregou: Arthur e Selva resolveram seguir. Eu, Thiago e Arabe voltamos à cidade de Ponte de Lima para trocar meu pneu porque a bombinha de encher não estava funcionando. Logo que consertamos o pneu e após falar com os meninos, soubemos que a trilha do Caminho estava muito complicada por causa da chuva e resolvemos seguir pela auto estrada, até mesmo para ganhar tempo e encontrar os meninos na cidade combinada para descansar do dia e continuarmos juntos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4272" title="imagem06" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem06.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Só que pela auto estrada perdemos a noção das coisas e era a parte do percurso mais cabulosa de todas do Caminho de Santiago, o morro mais sinistro de subir e descer, e foi a chuva mais tensa de todos os dias da viagem também. Não sabíamos mais onde estávamos e nem que horas eram, não tinhamos parado nem uma vez pra fazer xixi ou comer, já me sentia no limite de minhas forças, e foi então que avistamos uma trilha com a setinha amarela que indica o caminho de Santiago. Seguimos e passamos por um vilarejo, não aparecia uma viva alma sequer para dar qualquer informação, avistamos uma combi que vinha em nossa direção e paramos para perguntar. O motorista falou que era umas 5 horas da tarde e que já havíamos passado da cidade combinada há uns 7 km. Entramos em choque! Perguntamos a distancia para a próxima cidade e o velho falou: São só mais 15 km, nem pensamos e seguimos em frente.<span id="more-4317"></span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4273" title="imagem07" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem07.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Tremendo de fome e hipotermia, avistei uma lanchonete logo após encontrar a combi e falei pros meninos que não queria nem saber qual era a opinião deles, mas que eu precisava parar e comer. Foi um dos sanduíches de pão e queijo mais gostosos da minha vida, os meninos não quiseram nada da lanchonete porque carregavam lanche, mas não queriam comer na lanchonete pra não fazer farofada e não pagar mico. Logo que saímos de lá, paramos numa parada de ônibus no meio da estrada pra eles lancharem. Nesse meio tempo, o Arabe tinha me emprestado a luva dele pra proteger a mão do frio, só que na correria eu acabei esquecendo a luva nessa parada de ônibus. Estávamos numa descida super embalada, corríamos para chegar antes do anoitecer e poder se secar e esquentar. Fiquei sem sentir os dedos durante a descida de tanto frio que fazia e do vento gelado, que com a chuva enrigecia as articulações.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4274" title="imagem08" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem08.jpg" alt="" width="500" height="406" /></p>
<p>Nesse mesmo dia (que segregamos o movimento, nos perdemos, do caminho cabuloso, da auto-estrada, etc), choveu tanto, mas tanto que todas as nossas coisas molharam dentro da mochila, apesar dos improvisos. Conseguimos chegar ao albergue no início da noite, depois do banho saí fazendo o espaço de cortiço: pendurando as roupas pela casa inteira nos aquecedores. Fazia um frio arretado, tudo estava molhado e o aquecimento parecia que não prestava. Dormimos abraçadinhos desejando que o dia amanhecesse logo e que por graça o sol viesse no outro dia. Amanheceu e continuou a chover. Estava frio, mas com as roupas secas o alívio era imenso e a jornada continuou. Tentamos contato com o Selva e o Arthur pelo telefone, mas a comunicação era difícil e só deu pra saber que as bicicletas deles estragaram e que eles decidiram abandonar as bikes (literalmente!) e seguir a pé rumo a Santiago de Compostela. Só voltamos a ver Selva e Arthur na cidade do Porto, dias após terminarmos o Caminho de Santiago.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4275" title="imagem09" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem09.jpg" alt="" width="500" height="406" /></p>
<p>No dia seguinte atravessamos a fronteira entre Portugal e Espanha, o clima estava melhor e a viagem foi mais agradável. Tivemos de passar por um lamaceiro que cobria o tênis e impossibilitava a pedalada também, mas encontramos uma família gente boa peregrinando e trocamos histórias e gentilezas. Foi nesse dia que eu comecei a me perder do Thiago e do Árabe, os meninos ganhavam distancia de mim pedalando e me esperavam para seguirmos, quando eu chegava onde eles haviam parado, ou seguíamos juntos ou eu parava um pouco para descansar, numa dessas nos perdemos para sempre.</p>
<p>No início foi legal, aventureiro, aproveitei pra meditar e rezar… mas depois foi ficando chato e enfadonho, comecei a imaginar que eles estavam à minha frente, pedalei muito e rápido. No fim do dia, pedalava tranquilo e começo a ouvir alguem gritando e acenando para mim, era uma senhora que havia dormido no mesmo albergue que nós na noite anterior e ela me disse que os meninos estavam há 20 km para trás em outra cidade e que iriam dormir por lá. Esta senhora estava de carro com uma outra colega e suas filhas, todas nós rumo a cidade de Pontevedra. Ofereceram-se para levar minha mochila até a cidade e nos encontrarmos lá, topei e fui pedalando os 10 km que faltavam, já estava anoitecendo e fiquei com medo de seguir sozinha à noite. Quando cheguei em Pontevedra a senhora que dirigia convidou a mim e a outra colega para passar a noite na casa dela, aceitamos e tive uma noite de rainha, dormi como não fazia desde que a peregrinação havia começado e bem quentinha. Nossa! Rezei muito por essa família que me acolheu.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4276" title="imagem10" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem10.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>No dia seguinte minha bike perdeu o freio no meio do trajeto e resolvi pedalar só 20 km, até mesmo para ver se encontrava por acaso com os garotos, em média fazíamos 50 km por dia. Fiquei numa cidadezinha que tinha alguma coisa de águas termais, no albergue encontrei um casal alemão que gentilmente consertou meu freio (as ferramentas haviam ficado com o Árabe e o Thiago), mas não havia água quente no único banheiro do albergue que hospedava 60 pessoas. O rapaz de lá disse que uma turma havia se reunido e ido a praça para se banhar num tanque que havia de água quente natural. Explicou-me como chegava e fui até lá, de biquíni e carregando a toalha. Quando cheguei não havia ninguém, fazia frio, a água era quentinha, passavam vários velhinhos por lá&#8230; Fiquei molhando as mãos, os braços, até que toquei o fuckoff, engoli a vergonha, tirei a roupa e entrei de biquíni, sozinha, no tanque de pedra e água quente no meio da praça: umas senhoras olharam esquisito, outras pessoas vieram pedir informação (devia transmitir muita intimidade com o local), fiquei uma hora ou mais lá. De vez em quando vinha um cheiro esquisito e tinha um buraco no chão do tanque de onde provinha a água quente, mas não quis fazer perguntas sobre o local. Devia ser enxofre e eu já tinha vivido em terra de vulcão, visto e cheirado coisa muito pior.</p>
<p>Continua no próximo episódio…</p>
<p>Texto por <strong>Aracy Roza Sampaio Pereira</strong></p>
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		<title>Caminhos de Santiago &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moll</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pedido do blog DezporHora, reescrevi algumas partes de meu relato sobre a peregrinação de bike pelo Caminho de Santiago. O relato é bem pessoal (escrito em primeira pessoa mesmo!) e o intuito foi apenas registrar as experiências e encontros que tive, até dá pra tirar algumas lições dessa peregrinação e conhecer um pouco mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pedido do blog DezporHora, reescrevi algumas partes de meu relato sobre a peregrinação de bike pelo Caminho de Santiago. O relato é bem pessoal (escrito em primeira pessoa mesmo!) e o intuito foi apenas registrar as experiências e encontros que tive, até dá pra tirar algumas lições dessa peregrinação e conhecer um pouco mais sobre o Caminho. Quem tiver interesse pode me escrever que mando algumas dicas com o maior prazer (<a href="mailto:aracyroza@gmail.com">aracyroza@gmail.com</a>), mas não deixem de pesquisar também. É uma viagem que vale muito a pena.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4267" title="imagem01" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem01.jpg" alt="" width="500" height="373" /></p>
<p>O percurso que fizemos chama-se Caminho Medieval e foi da cidade do Porto (Portugal) até Santiago de Compostela (Espanha), ao todo pedalamos cerca de 240km e fizemos o Caminho em 6 dias, retornando de trem à cidade do Porto.</p>
<p>A peregrinação aconteceu em 2010, durante a Semana Santa, à época fazia intercâmbio universitário na cidade do Porto e, embora quisesse muito viajar, estava sem dinheiro para grandes empreitadas pela Europa. A ideia de comprar uma bicicleta já ecoava dentro de mim, e foi então que soube pelo amigo que morava comigo, que um grupo de colegas dele estava se organizando para fazer o Caminho de Santiago de Compostela, de bicicleta e durante a Semana Santa.</p>
<p>Animei de cara com a ideia e entrei em contato com o Tiago por telefone, acertamos por alto o que precisava, o que eles estavam planejando e fui me organizando: comprar bicicleta, capacete, roupa apropriada, acessórios da bike, ver mochila, material e alimentação que iria levar&#8230; Na noite anterior à peregrinação, cuidando dos últimos preparativos, ainda cheguei a encontrar Tiago e Árabe no mercado por coincidência.</p>
<p>Eu não conhecia pessoalmente a maioria dos meninos, quanto aos outros só nos apresentamos ao iniciar a viagem, mas a convivência e as experiências se encarregaram de mostrar quem era cada um. Movimento dos peregrinos formado: Aracy, Tiago, Árabe, Selva e Arthur. Confesso que iniciei a viagem pensando em sair um pouco da realidade louca de intercâmbio e acreditei que iria meditar, rezar, meditar, rezar mais um pouco… ainda mais por não conhecer os rapazes. Mas, para imensa alegria do meu ser: estava completamente iludida!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4268" title="imagem02" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem02.jpg" alt="" width="500" height="377" /><span id="more-4220"></span></p>
<p>Os meninos tinham um bom humor incrível e eram mega engraçados, eu ficava o tempo todo rindo com os garotos e não tinha uma cena séria que passasse sem um comentário, que querendo ou não, acabava virando piadinha, zoação, se já não fosse o propósito. Mas o mais engraçado é que parecia piada mesmo, todos nós compramos a bike mais baratinha do mercado ou então pegamos de segunda mão, a maioria não utilizava roupa, equipamento ou qualquer acessório mais sofisticado ou que fornecesse um cuidado especial. Tinhamos ferramentas, câmaras de ar e não me recordo de muita coisa além disso.</p>
<p>Cada um de nós levava uma mochila de 10 a 15 kg nas costas, na primeira parada que fizemos comprei uma garupa para a bike e foi o melhor investimento que fiz durante a viagem e ajudou muito com o peso da mochila. Todo dia acordavamos, pedalavamos e dormíamos com chuva, alguns momentos São Pedro dava uma trégua, mas a maior parte do tempo estavamos embaixo d’água mesmo. Foi uma aventura imensa, pedalando na chuva, no frio, subindo e descendo morro, atravessando vilarejos, estradas, fronteiras, pastos, rios, lamaceiros, pedras… pedalando em brita, areia, cascalho, lama, água… tem horas que não se encontra ninguém pelo Caminho e às vezes parece que se a gente ficar perdido só vai ser encontrado anos depois. As vistas são lindas e o contato com a natureza é gratificante, passar pelos vilarejos pequenos e ver um pedacinho da Europa que ficou perdido no tempo, a população simples e interiorana com os sotaques puxados, a generosidade e a humildade típicas de portugueses que ainda não se contaminaram pelas novelas brasileiras… Até recebemos um convite para almoçar com uma família rural, apenas por sermos peregrinos. Foram muitas as gentilezas trocadas e multiplicadas durante o Caminho.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4269" title="imagem03" src="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/wp-content/uploads/2012/05/imagem03.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Existem os albergues de peregrinos, que ficam em cidades específicas e recebem apenas quem está fazendo a peregrinação, com a devida identificação (cartão do peregrino, que vai sendo carimbado ao longo do Caminho para registrar o percurso que fizemos). A maioria dos albergues solicita uma taxa de EU$5 para pernoitar, outros pedem contribuição voluntária. A atmosfera do albergue é muito interessante, encontra-se com pessoas do mundo inteiro e ouve-se uma infinidade de histórias. Nos albergues há sempre comida coletiva também: de quem passou por ali e deixou para outro, de quem prepara e compartilha. Tive a sorte de viver muitos encontros e partilhas nos albergues, teve um dia em que eu e os meninos fizemos uma macarronada, compramos vinho e convidamos todo o albergue para cear conosco, foi tão bonito e rendeu até caso de amor, só não conto de quem foi rsrs. O macarrão e o vinho eram a combinação de sempre na viagem: barata, simples, fácil e sincera.</p>
<p>Continua no próximo episódio&#8230;</p>
<p>Texto por <strong>Aracy Roza Sampaio Pereira</strong></p>
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		<title>Documentário Massa Crítica</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 14:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
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<p><span id="more-4304"></span></p>
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<p><strong>Documentário Massa Crítica</strong></p>
<p>direção, produção e câmera: <a href="https://www.facebook.com/helena.krausz" target="_blank">Helena Krausz</a><br />
edição: Didi Lima<br />
sonoplastia: Juliana Schultz<br />
arte: Ferzita</p>
<p>Dica do amigo e colaborador <a href="https://www.facebook.com/GATTIBIKER" target="_blank">Gatti Domingos</a>, que em breve estará colaborando na sensibilização do <a href="https://www.facebook.com/pages/10-por-hora/103407376389287" target="_blank">desacelerar para a sustentabilidade</a> com belas e interessantes registros fotográficos.</p>
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